Desabafo

Um dia desses eu estava na porta do supermercado aqui perto de casa. De coração distraído, e acho que por isso fui atingida. Foi uma mulher, sentada ali perto, que me acinzentou o dia. Sem querer e sem saber. É que, olhando pra ela, eu senti que havia algo de estranho. Eu não sabia dizer o que era, mas não estava certo. Alguma coisa fora do lugar, algo pelo avesso. Conversava com outras duas mulheres. E reclamava de tudo. Do marido, que ganhava pouco e devia trabalhar mais. Dos filhos, que não ligavam para ela. Dos netos, que davam muita despesa para os filhos. Do patrão, que não reconhecia seu trabalho. Do governo, que era corrupto. Da comida, que tinha calorias demais. Do tempo, que estava muito quente. Juro. Minha alma passional poderia me fazer exagerar, mas aqui nem seria preciso. Porque em menos de quinze minutos eu a ouvi reclamando de pelo menos umas quinze coisas diferentes. Tudo tinha algum defeito, nada era como ela gostaria, tudo tinha que ser diferente do que era. Aí que eu entendi. E ficou clara a razão da estranheza. O que tinha aquela mulher que havia me incomodado e me ferido tanto desde o momento em que a vi e passou a fazer parte do meu mundo. É que ela era indefinida. Era velha sem ser velha. Uma incompatibilidade, uma incongruência entre a idade do corpo e a idade da alma. Uma coisa tão estranha que fica até difícil definir. Ela não era velha. Cronologicamente, quero dizer. Tinha o que? No máximo, quarenta e cinco. Mas tinha alma centenária. E daquelas que só acumulam cansaço e desilusão. Nunca sabedoria. Porque falava como quem já viveu tudo o que tinha para viver e um pouco mais. Como quem já cansou e desistiu. Ela reclamou, reclamou, reclamou. E se foi. E eu fiquei ali pensando. Meio perdida, entre assustada e entristecida. Porque se tem uma coisa que me apavora e ameaça é essa derrota. Ser derrotada pelo tempo, pela vida, pelas dores. Deixar-me vencer pelo que não foi, pelo que não deu, pelo que não fiz. Isso é tudo o que não quero pra mim, nunca. Posso perder, sim. Posso cair. Mas a derrota, essa nunca. Para essa eu quero sempre fechar a porta. É por isso que rezo todos os dias (para o meu deus, aquele que é só meu, e que só eu conheço e sei o que significa) e peço que nunca deixe de me permitir. Que me conceda, sempre. Que afaste de mim a impossibilidade .O conformismo. Porque sei que nada disso cabe em mim. Não na pessoa que eu quero ser. E que estou aprendendo a construir. Que eu possa lutar. E ter alegria. Amar. E ser amada. E ter alguém pra me segurar a mão. Hoje e sempre. É o que me basta.

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Meus filhos,Minha vida

Infância

Saudades

Reclames



Antigamente usava-se este termo para falar sobre as propagandas.

Cobertores Parahyba:

Lembrar a história do desenho animado no Brasil é buscar no início da televisão brasileira, quando às 10 horas da noite, antes de tudo se apagar, e a TV Tupi sair do ar, entrava o último comercial, com um jingle inesquecível:

" Tá na hora de dormir,
Não espere mamãe mandar,
Um bom sono prá você,
E um alegre despertar "



E todos iam para a cama, no seu aconchegante cobertor PARAHYBA.

Grapette:

Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!
Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!
Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!

Esso:

Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Veja o que ESSO faz...



Arroz Brejeiro:

Bonequinho Brejeiro: - Que é isso??
Marinheiro: - Arroz...
(Gargalhadas intermináveis do Brejeiro...)

Rocambole Pulmann: onde uma menina ia pulando amarelinha numa espiral e cantava :

Rocambole, rocambole, bole;
É gostoso é delicioso;
A garotada come, come, come;
Rocambole Pullman;
A novidade que chegou;
E todo mundo aprovou.
Rocambole, rocambole, bole é gostoso é delicioso;
Rocambole, rocambole Pullman
A novidade que chegou!

Casas Pernambucanas:

Toc, toc, toc;
Quem bate? - É o Friooooo...
Não adianta bater, eu não deixo você entrar,
As Casas Pernambucanas,
É que vão aquecer o meu lar!
Vou comprar flanelas;
Lãs e cobertores eu vou comprar
Nas Casas Pernambucanas
E não vou sentir o inverno passar!



VARIG:

Seu Cabral vinha navegando,
Quando alguém logo foi gritando:
TERRA À VISTA!
Foi descoberto o Brasil,
E a turma gritava: Bem-Vindo seu Cabral!
Mas Cabral sentiu no peeeito...
Uma saudade sem jeeeeeitoooo...
Vou voltar pra Portugal, mas eu vou pela VARIG!

E aquele de Natal no final de ano:

Estrela das Américas,
No céu azul,
Iluminando de Norte à Sul...
Mensagem de amor e paz,
Nasceu Jesus, chegou o Natal...
Papai Noel voando à jato pelo céu,
Trazendo um Natal de Felicidaaaade,
E um Ano Novo cheio de Prosperidade...
VARIG ! VARIG ! VARIG !

Lâmpadas GE:

Se a lâmpada apagar, não adianta esquentar nem bater o pé...
O que resolve é ter logo à mão lâmpadas GE...

Cera Dominó:

Pise sem dó, é cera Dominó...
Pise sem dó, é cera Dominó...
Pise sem dó, é cera Dominó...



Melhoral:

Melhoral, melhoral é melhor e não faz mal...

Groselha Milani:

Groselha vitaminada Milani, Yahoo;
É uma delícia, Yahoo;
No leite, no refresco e no lanche;
Pra tomar a toda hora,
Na sua casa, na festinha, na escola,
Tudo fica uma delícia,
Guarde o nome não se engane;
Groselha vitaminada Milani, Yahoo!
Groselha vitaminada Milani, Yahoo!
Também no sabor morango e Framboesa, Yahooo !



D.D.DRIM:

As pulguinhas dançando Iê, Iê, Iê,
O pernilongo mordendo o meu nenê,
E o dia inteiro a traça passa, a roer, a roer!
Nessa festa preciso dar um fim,
Vou chamar D.D.Drim, D.D.Drim,
E os passeios das baratas pela casa vão ter fim,
D.D.Drim , D.D.Drim, D.D.Drim!

Balas Juquinha:

Juquinha quando tá chupando bala, não fala;
Não fala, não dá bola nem dá bala, Juquinha;
Bala de côco e de frutas, Juquinha;
De tamarindo, uva e limão,
De hortelã, framboesa, Juquinha;

Quantas saudades!!!
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Mistério da Vida

A vida é apenas o enredo entre o começo e o fim.
Só aprendemos a viver quando descobrimos o sentido de estarmos nesse mundo, para tal é preciso descer no fundo túnel da vida, lá em baixo encontrar a essência de cada momento e mais que tudo aprender viver é uma lição diária onde a cada dia aprendemos um pouco mais. O Grande Mistério da Vida (Roberta Beit) Muita energia positiva para você.